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27 de fevereiro de 2014

Consulado Britânico leva empresas do Brasil para a Ecobuild em Londres


O UK Trade & Investment (UKTI), departamento de comércio e investimento internacional do Consulado Geral Britânico de São Paulo, vai levar sete empresas brasileiras para a feira Ecobuild, o maior evento de construção sustentável do mundo, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de março em Londres. A última edição da feira r euniu mais de 1500 expositores de 121 países e contou com 43 mil visitantes. Neste ano, o UKTI será o representante do governo britânico na Ecobuild e ficará responsável pela organização de uma rodada de negócios entre os empresários brasileiros e fornecedores britânicos de produtos sustentáveis para a construção civil.
"O Brasil é um importante parceiro comercial do Reino Unido e acreditamos que a delegação brasileira traga valor a este evento tão importante para o setor. O UKTI é um dos principais players da Ecobuild. Durante o evento, haverá uma interação entre convidados brasileiros e expositores britânicos para estimular práticas mais eficientes, limpas e sustentáveis na construção civil", disse John Doddrell, cônsul-geral britânico em São Paulo e diretor do UKTI no Brasil.
Durante a Ecobuild, o UKTI também vai organizar um ciclo de palestras para apresentar as oportunidades de investimentos de países emergentes, como Brasil, Rússia, China, Turquia, África do Sul e Índia. Valeria Martinez, gerente do setor de Ambiente Construído (construção e tecnologias ambientais) no UKTI em São Paulo, que lidera a missão de empresas brasileiras, fará uma palestra no dia 5, destacando o potencial de crescimento da construção civil no País, tendo em vista os novos projetos de infraestrutura, o aquecimento do setor imobiliário e os grandes eventos esportivos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.
"A indústria da construção civil do Brasil ultrapassou o patamar de R$ 210 bilhões em 2012, segundo o IBGE, e tende a continuar crescendo. É preciso aliar esse desenvolvimento com práticas mais sustentáveis de racionalização de recursos naturais e gestão de resíduos", afirma Valeria. "A Ecobuild é o local ideal para colocar o empresário brasileiro em contato com as inovações mais avançadas nas áreas de projetos, métodos construtivos e materiais de construção".
As empresas brasileiras participantes da Ecobuild incluem o consórcio Ilha Pura, responsável pela construção da Vila dos Atletas das Olimpíadas do Rio 2016; a Odebrecht; a consultoria OTEC, de construção civil, arquitetura e eficiência energética; a empresa gaúcha Tria Sistemas de Arquitetura; os escritórios de arquitetura Viviane Cunha Associados, do Rio de Janeiro, e YBYPY Arquitetura, de São Paulo; assim como o Green Building Council Brasil, uma ONG que visa fomentar a indústria de construção civil sustentável no Brasil e estimular a adoção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).
O Brasil é o quarto no ranking de países com mais edifícios com certificação LEED, atrás apenas de EUA, Emirados Árabes Unidos e China. Em 2012, 9% dos edifícios já possuíam a certificação LEED no País. Todos os estádios que vão sediar a Copa do Mundo 2014 estão buscando assumir este compromisso e, em dezembro, a Arena Castelão, em Fortaleza, se tornou o primeiro estádio da América do Sul a conquistar a certificação ambiental. O Reino Unido foi o país que lançou a primeira certificação ambiental para edificação. A sofisticada BREEAM, lançada em 1990, já conta com mais de 250 mil edifícios certificados em mais de 50 países. A arquiteta brasileira Viviane Cunha, que receberá um prêmio durante a Ecobuild, terá a BREEAM em um projeto realizado por ela na região serrana do Rio de Janeiro. Outro projeto da arquiteta que conta com a certificação britânica será o novo prédio do BNDES no Rio.
Fonte: www.administradores.com.br

Consulado Britânico leva empresas do Brasil para a Ecobuild em Londres. Fevereiro 27, 2014. Por: Mão de Obra Online

26 de fevereiro de 2014

Os impactos da Norma de Desempenho na Construção Civil


Após o seminário sobre a Norma de Desempenho ABNT/NBR 15.575/2013 realizado em São Paulo, nos dias 18 e 19 de fevereiro, fica a constatação de que a cadeia da construção está se mexendo. Provocada que foi pelo advento da nova norma, estavam lá governo, entidades de pesquisa, academia, Ministério Público, construtoras e sindicatos, para apresentarem “suas armas”.

No que diz respeito à iniciativa privada, acho que caminhará bem, afinal, dependem apenas delas para reorganizarem a estrutura das empresas naquilo que for necessário para se adequarem à nova norma. Ademais, os canais parecem estar bem abertos junto à fabricantes, à Universidade de São Paulo (USP) e ao Instituto de Pesquisa e Tecnologia (IPT) – que demonstram, também, estar mobilizados em favor do cumprimento da nova norma – e, até mesmo, no que diz respeito à complicada área do direito. O próprio representante do Ministério Público propôs a criação de uma Câmara de Conciliação, composta por representantes de todos os setores envolvidos, para que juntos se faça valer o cumprimento da norma de desempenho.

Claro que o parágrafo acima se pauta no que está acontecendo no estado de São Paulo, mas devemos ser otimistas quanto à globalização. Assisti ao evento pela internet, mas esperamos que disseminadores de ideias levem as boas novas para seus respectivos estados e cidades.

Tratou-se muito no seminário do impacto da nova norma sobre os projetos de moradia direcionados à classe social de baixa-renda, casos que mostram evolução na qualidade da moradia e de relacionamento com os moradores. Já antes do advento da norma de desempenho, foram apresentados ao Ministério das Cidades – pasta a qual está subordinada não apenas o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), como também o Sistema Nacional de Avaliação Técnica (Sinat) e o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQPH) – o projeto do governo para adaptação técnica e financeira do PMCMV às exigências da norma de desempenho ABNT/NBR 15.575/2013.

Ao término, o Brasil terá um catálogo com projetos padrão, compostos de sistemas construtivos testados, certificados e orçados, de forma que poderemos saber com exatidão quanto custa uma obra do programa que atenda por completo o que especifica a norma de desempenho. Ao ser “apresentado” ao organograma do projeto, fiquei preocupado quanto ao resultado final, mas, como cada etapa tem data prevista para a conclusão, cabe a todos acreditar.

Enquanto não se conhece o impacto financeiro, a Caixa Econômica Federal informa que já exige daqueles que se propõem a construir pelo programa uma declaração de que seus projetos estão de acordo com a NBR 15.575.

Nada mais desnecessário, afinal, no próprio texto da norma está escrito que qualquer projeto que der entrada nas prefeituras, a partir do dia 19 de agosto de 2013, devem atender ao conteúdo da norma.

Pode ser que a Caixa esteja usando deste recurso para coibir aqueles construtores, melhor dizendo, pseudoconstrutores, que utilizam dinheiro público para fazer porcarias, lucrando fácil, às custas de ilegalidades e sem sofrerem, inexplicavelmente, com os rigores da lei. A NBR 15.575 não precisa de mais esta carga sobre as costas.

Escutei todo o tempo durante o processo de aprovação da norma de desempenho que esta vingará à medida que o próprio mercado se autorregular, de forma natural.

A Caixa poderia continuar capacitando seu corpo técnico, como tem feito, para aprimorar a fiscalização dos imóveis construídos no PMCMV e aguardar o resultado do trabalho que o Ministério das Cidades se propôs chancelar. Manter tal exigência somente gera mais desconfiança naquele construtor bem intencionado e que precisa do ofício para a subsistência. Este, assim como a grande maioria do setor da Construção Civil e também de boa parte dos presentes no seminário, ainda está se adaptando à nova norma, cheios de dúvidas, precisam mais de estímulo e assessoria do que de cobranças.

Fonte: www.segs.com.br

Os impactos da Norma de Desempenho na Construção Civil. Fevereiro 26, 2014. Por: Mão de Obra Online

14 de fevereiro de 2014

Comércio varejista cresce com ritmo menor

O aumento de 4,3% nas vendas do comércio varejista, em 2013 - quase a metade dos 8,4% de 2012 -, mostra um consumo ainda elevado, mas com tendência de declínio, mais compatível com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, entre 1,5% e 2%, como já preveem algumas consultorias econômicas.
Dezembro, em especial, com queda de 0,2% no varejo restrito e de 1,5% no varejo amplo (que inclui veículos, peças e construção civil), em relação a novembro, apresentou um resultado muito inferior ao esperado, mostra a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.

Entre 2012 e 2013, o ritmo das vendas de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu abruptamente - de 8,4% para 1,9% (neste caso, abaixo da média). Na mesma base de comparação, o faturamento do setor de livros, jornais, revistas e papelaria foi de 5,4% para 2,6% e o de veículos, motos, partes e peças registrou o pior dos resultados entre os dez segmentos analisados, passando de +7,3% para apenas +1,5%. Os incentivos fiscais não bastaram para elevar as vendas.

Não há, repita-se, a ameaça iminente de recessão no comércio varejista. Mas a oferta mais comedida de crédito, aliada ao crescimento mais contido dos rendimentos reais e da população ocupada, além da inflação, impõe um ritmo mais fraco ao varejo, segundo a economista-chefe da consultoria Rosenberg & Associados, Thaís Zara.

O comportamento do comércio varejista tem, assim, tudo que ver com o desempenho econômico anêmico. O varejo é, ainda, um baluarte da política econômica, sustentado pelo crédito ao consumo, mas cada vez menos pujante. Em dezembro, até a aquisição de remédios (parte do item artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos) recuou 1,2% em relação a novembro.

As projeções para este ano apontam, mais do que uma acomodação, um novo declínio das vendas varejistas, que passariam de 4,3% de 2013 para 4%, avalia a consultoria LCA. Já a consultoria Nobel registra como fato positivo a maior capacidade da indústria de atender à demanda interna, pois diminuiu a diferença entre a evolução da produção industrial e a evolução do varejo.

É provável que se consolide uma acomodação do ritmo de atividade do varejo neste ano, ficando para 2015 a definição sobre o impacto do provável aperto das contas fiscais.
Fonte: www.estadao.com.br

O comércio varejista cresce com ritmo menor. Fevereiro 14, 2014. Por: Mão de Obra Online

11 de fevereiro de 2014

Dicas para instalar seu ar condicionado



Nada melhor do que um condicionador de ar para encarar tantas variações climáticas. Mas para que ele funcione corretamente e não traga dores de cabeça, é necessário levar em conta alguns fatores na hora da instalar o ar condicionado.

Sendo assim, você precisa considerar a quantidade de pessoas que vivem no local, as dimensões do cômodo onde o ar condicionado será instalado, a incidência de luz solar no local, além da presença ou não de equipamentos eletrônicos no ambiente.

É de extrema importância também que um técnico acompanhe esse processo de instalação, principalmente se for um ar condicionado split, composto por duas partes que precisam ser encaixadas separadamente. O profissional saberá indicar a você qual a melhor altura ou a posição em que ocondicionador de ar deverá ficar.

Além disso, é também mais garantido deixar por conta de um especialista a conexão dos cabos, o que reduz os riscos para os moradores da casa.
Onde instalar o ar condicionado?

De um modo geral, o ar que sai do aparelho nunca deve ser liberado direto nas pessoas, portanto, ao instalar o ar condicionado no quarto, ele deve ficar sobre a cabeceira. Já na sala, acima do sofá. Na sala de jantar, o equipamento não pode ser colocado em local muito próximo à mesa.

Também é importante que o ar condicionado nunca seja instalado logo acima de aparelhos eletrônicos, como televisores ou aparelhos de som, pois eles podem ser danificados pela água que eventualmente saia do equipamento.

Os aparelhos de ar condicionado devem ser posicionados de modo que fiquem distantes da parede e do teto, indicações que variam de acordo com o modelo do produto e que podem ser verificadas no manual. Devem também ser instalados em um espaço de fácil acesso, permitindo que a limpeza e troca do filtro sejam simples e prática.

Outra dica é em relação à direção do aparelho: especialistas explicam que o condicionador de ardeve ser colocado sempre em paredes voltadas para o leste ou para o sul, áreas onde os raios solares não incidem com tanta força. Com relação aos aparelhos de ar condicionado split, é recomendável que a parte instalada do lado de fora não receba muita luz do sol.

É importante ainda que tanto a parte interna quanto a externa não estejam voltadas para locais fechados ou estreitos, como corredores e garagens, o que pode causar danos ao ar condicionado.
Qual condicionador de ar comprar?

Se você optar por um ar condicionado de janela para o seu ambiente, há modelos que já vêm com um painel que dispensa moldura. Isso facilita no momento de instalar o ar condicionado, além de deixar a decoração do ambiente mais leve.

Outra opção, e que pode ser bem útil para quem não quer complicação, é o ar condicionado portátil. Esse tipo de condicionador de ar é interessante para quem não pode instalar um ar condicionado, já que, por exemplo, vive de aluguel ou mora em um prédio mais antigo. O ar condicionado portátil tem a vantagem de evitar aquele quebra-quebra, além de não ser necessário obras de instalação e buracos na parede.

Aproveite essas dicas, mas não deixe de chamar o técnico para a instalar o ar condicionado. Assim você evita problemas e garante um ambiente com clima agradável durante o ano todo.

Crédito: www.zoom.com.br
Imagem: www.splitarcondicionado.net 

Dicas para instalar seu ar condicionado. Fevereiro 11, 2014. Por: Mão de Obra Online

10 de fevereiro de 2014

Construção de aeroportos, crucial para países emergentes como o Brasil


A construção de novos aeroportos é crucial para o desenvolvimento econômico dos países emergentes, como o Brasil, que se prepara para receber centenas de milhares de turistas estrangeiros no Mundial de Futebol.

O Brasil começou uma corrida contra o relógio para modernizar seus aeroportos diante da aproximação desta competição esportiva, prevista de 12 de junho a 13 de julho, na qual espera receber 600.000 turistas estrangeiros e três milhões de brasileiros nas 12 sedes do país.

O avião é o único meio de transporte para atravessar o país, de 200 milhões de habitantes, que conta com aeroportos antigos e saturados, assim como com conexões internas insuficientes.

A associação brasileira de companhias aéreas estima que ao menos 42 bilhões de reais serão investidos até 2020.

Destes, 22 bilhões de reais serão destinados à criação de 71 plataformas aeroportuárias novas.

A China também precisa de aeroportos para reforçar seu desenvolvimento econômico e turístico. 

A direção da aviação chinesa (CAAC) prevê, em seu plano quinquenal (2011-2015), a construção de 82 aeroportos novos e a ampliação de outros 120 existentes.

A empresa de assessoria em estratégia Roland Berger estima que 110 novos aeródromos se unirão em breve aos 3.600 aeroportos de uso civil já existentes.

"O tráfego aéreo chegará a novas zonas para satisfazer a demanda turística e a relacionada com o comércio e o desenvolvimento econômico", declarou Didier Bréchemier, especialista no setor aéreo desta assessoria.

Em 2013, mais de 3 bilhões de passageiros viajaram de avião no mundo. O tráfego aéreo deve duplicar nos próximos 20 anos, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

As economias dos países emergentes do Oriente Médio, da região Ásia Pacífico, da África e da América Latina contribuíram em grande medida para este crescimento.

"A aviação é um motor da economia mundial", comentava recentemente o diretor da IATA, Tony Tyler.

1,9 trilhão de dólares para investir até 2030

Para o diretor da consultora Arthur D. Little, Mathieu Blondel, "o mercado da construção e da renovação dos aeroportos é muito importante devido ao crescimento previsto do tráfego aéreo até 2030, mas também pela obsolescência técnica e funcionalidade dos grandes aeroportos construídos há 20 ou 40 anos", como nos Estados Unidos.

Este mercado aeroportuário representaria um investimento de 1,9 trilhão de dólares até 2030, segundo Blondel.

Os grandes grupos de construção e de gestão de aeroportos internacionais buscam aproveitar estas oportunidades de crescimento fora de seus países de origem.

"O desafio para os grandes grupos europeus como Vinci ou Aéroports de Paris é se manter na disputa, em especial na Ásia, onde podem emergir grandes atores", afirmou Bréchemier.

O gigante chinês CACC (China Airport Construction Group Corporation of CAAC) ou o turco TAV também esperam concorrer neste mercado, no qual os diferentes atores se agrupam em consórcios, de um construtor e de um gestor aeroportuário, por exemplo, para se apresentar nas licitações.

Além da construção de infraestruturas essenciais como pistas, acessos ou torres de controle, as licitações também incluem equipamentos específicos e tecnológicos, como equipamentos de segurança ou de navegação aérea, indica Blondel.

Os aeroportos também devem oferecer outro tipo de serviços, como lojas, bares e restaurantes para se tornar atrativos.

No entanto, neste mercado "é difícil prever o planejamento das futuras oportunidades", acrescentou Bréchemier.

Um funcionário da direção da aviação civil chinesa insistia recentemente na importância destas infraestruturas básicas, embora lembrasse que 90% dos aeroportos regionais chineses registravam perdas financeiras.

Na Espanha, o aeroporto privado de Ciudad Real, que custou um bilhão de euros, foi colocado à venda em dezembro depois de não receber nenhum voo comercial desde 2011.
Crédito: www.diariodepernambuco.com.br

Construção de aeroportos, crucial para países emergentes como o Brasil. Fevereiro 10, 2014. Por: Mão de Obra Online

31 de janeiro de 2014

Segurança e capacitação ao trabalhador da construção civil

É gigantesca a relevância do segmento da construção civil na soma global da economia brasileira. Dados apontam que entre 2007 e 2012, o número de empregados com carteira assinada no setor passou de 1,3 para 2,7 milhões de trabalhadores. O macrossetor da construção emprega atualmente cerca de 10 milhões de trabalhadores – parcela que representa 20% da força de trabalho calculada no país – e movimenta cerca de 20% do PIB brasileiro.
 
A expectativa de avanços no setor é bastante otimista: investimentos prementes em saneamento, energia, transportes e moradias; além de grandes eventos – tais como a Copa do Mundo neste ano e as Olimpíadas em 2016 – são fatores que certamente aumentam a demanda por insumos e serviços.
 
A economia interna vive novos tempos, que acabam afetando o setor: processos de concessão, privatização e realização de grandes projetos, atraindo concorrentes estrangeiros; novas demandas técnicas durante a fase de projeto e construção criando necessidade de novas tecnologias; orçamentos, prazos e segurança na realização da obra tornaram-se fatores cada vez mais importantes. Além destes, há o aspecto ambiental; a questão do uso eficiente dos recursos na construção; a realização de obras de baixo impacto ao ambiente, mesmo depois de prontas.
 
Para tanto, três aspectos são muito importantes nesta nova fase do setor da construção civil: a utilização de novas tecnologias, a capacitação de mão de obra e a segurança da força fabril. Este último item, talvez ainda seja uma das maiores deficiências da construção civil brasileira.
 
O cálculo é simples
 
Sempre beneficiado por uma situação de fácil disponibilidade de mão de obra – formada em parte por trabalhadores sem qualificação e sem colocação em outros setores da economia – o setor passa agora por uma crise. Além de faltarem trabalhadores dispostos a atuar no setor, a maior parte daqueles que trabalham na área não tem capacitação profissional suficiente, para fazer face às novas demandas dos canteiros de obras. Salientando que o conhecimento acerca do manuseio das novas tecnologias por parte da força fabril reduz a exposição da mesma a possíveis riscos, otimiza o resultado de seu trabalho e minimiza a duração de obras.
 
O crescimento do setor da construção civil vem aumentando a demanda por novas tecnologias. Estas, para serem efetivas, visando a melhoria da produtividade, da economia de recursos e da segurança, precisam ser dominadas por profissionais preparados – em todos os níveis hierárquicos. Logo a formação de uma mão de obra capacitada e consequentemente segura é um dos grandes temas da construção civil.

Fonte: www.expressomt.com.br

Segurança e capacitação ao trabalhador da construção civil. Janeiro 31, 2014. Por: Mão de Obra Online

27 de janeiro de 2014

Cinzas do lixo urbano podem ser aproveitadas na construção civilI

 imagem ilustrativa

A programação do Fórum Horizontes do Saneamento, promovido pela Sanepar, contou com a apresentação do professor do Instituto para Fornecimento de Água, Qualidade da Água e Gestão de Resíduos Sólidos da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, Klaus Fischer. O professor discutiu as alternativas para o gerenciamento de resíduos no Brasil e no mundo.

“A produção de plástico no Brasil é muito alta, representa 18,8% do lixo urbano coletado. Por isso, o desafio é buscar alternativas de gerenciamento dos resíduos sólidos com baixíssimo custo”, alertou Fischer.
Para solucionar o problema, além das técnicas de separação do lixo já conhecidas, Fischer propõe a incineração e a agregação das cinzas ao cimento destinado à construção civil. Outra proposta do professor é a geração de energia pelo aproveitamento dos gases emitidos nos aterros sanitários.
 
Lodo esgoto

Experiências que utilizam a secagem e a incineração do lodo de esgoto também foram apresentadas no Fórum Horizontes do Saneamento.

O painel foi mediado pelo diretor de Meio Ambiente e Ação Social, Péricles Weber, e teve a participaçao de Mike Weeks e Mehdi Hashemian, que atuam em uma empresa que presta serviços em todos os continentes, e Hideo Yamamoto, chefe de pesquisa da Japan Sewage Works Association.

O tratamento de esgoto gera grande volume de um subproduto, o lodo de esgoto. Este resíduo, formado por vários componentes, precisa de destinação adequada. A secagem do lodo é uma opção para reduzir o volume e os custos de transporte.
 
“Após passar pelos processos de desidratação e secagem, o volume de esgoto pode ser 95% menor”, afirmou Mike Weeks. Ele também disse que, mesmo seco, o lodo de esgoto pode ser utilizado na agricultura e apresentou quatro tipos de tecnologias que podem chegar a este resultado.

No Japão, além de ser destinado para agricultura, o lodo de esgoto é utilizado na geração de combustíveis para usina termoelétrica e para veículos a gás. O principal processo de redução de volume é a secagem, por meio de várias tecnologias, como desidratação em fornos e a carbonização. Os gases de saída também são tratados.

Fonte: AEN 

Cinzas do lixo urbano podem ser aproveitadas na construção civilI. Janeiro 27, 2014. Por: Mão de Obra Online

15 de janeiro de 2014

Cresce a procura pelas casas-contêiner em Santa Catarina


O contêiner começa a ultrapassar a barreira de portos e assume papel de destaque na construção civil. Em busca de imóveis mais compactos, de rápida execução e de fácil transporte, muitos clientes em Santa Catarina compram a ideia de uma casa-contêiner. 

É o caso da bióloga María Victoria Bisheimer. Ela tem um imóvel no bairro Campeche, em Florianópolis. María afirma que a residência foi construída apenas com materiais reutilizados, como tijolos antigos e madeiras de demolição. 

— O meu interesse pelas casascontêiner é estritamente pelo meu perfil ecologicamente correto. Sou bióloga e possuo uma forma de vida mais sustentável. 

A casa de aproximadamente 80 metros quadrados abriga dois quartos, dois banheiros, uma cozinha conjugada com a sala e um escritório. 

A arquiteta Lívia Ferraro, da Ferraro Container Habitat, de Florianópolis, defende que entre as principais vantagens estão a rapidez da obra – ela chega a entregar um módulo em até 30 dias –; possibilidade de levar a casa para onde quiser; e por ser mais sustentável – ela utiliza apenas contêineres que seriam descartados, além de usar iluminação LED. 

— Não sai muito mais barato que uma residência de alvenaria, mas todo o investimento é revertido na construção. Na casa de alvenaria, 30% do valor investido é desperdiçado. Na casa-contêiner o desperdício é mínimo — avalia. 

Em um imóvel de 100 metros quadrados, por exemplo, o valor pode ser até 10% mais baixo que o Custo Unitário Básico ( CUB). Ela explica ainda que a empresa é pioneira em arquitetura para contêiner e que trabalha tanto com projetos comerciais, como showroom de construtoras e residenciais, que são os mais buscados no Estado. Já foram feitas cerca de 15 casascontêiner em Santa Catarina. 

Lívia acrescenta que oferece projetos-padrão ou personalizados. Há opções de módulos de 20 pés, com 15 metros quadrados, e de 40, com 30 metros quadrados, além de projetos que envolvem mais de um contêiner. Porém alguns cuidados são essenciais. A arquiteta afirma que são necessários estudos para saber como cortar o contêiner sem danificar a estrutura, além de critérios de isolamento térmico. A solução encontrada por ela são os contêineres do tipo reefer, utilizados para cargas refrigeradas e que evitam o aquecimento interno. 

Gustavo Correa, proprietário da SC Container, de Içara, desenvolveu um módulo que imita o contêiner marítimo, porém é produzido pela própria empresa em ferro galvanizado. Ele explica que a vantagem é que é um material novo e mais leve. Conforme Correa, um contêiner marítimo pesa em torno de 2,5 mil quilos, enquanto um módulo de ferro galvanizado pesa 800 quilos. Um módulo para quitinete de cerca de 13 metros quadrados custa R$ 13,5 mil.

Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br 

Cresce a procura pelas casas-contêiner em Santa Catarina. Janeiro 15, 2014. Por: Mão de Obra Online

19 de dezembro de 2013

Construção civil é novo alvo na luta da madeira sustentável


São Paulo – Madeira com certificação não é nenhuma novidade no Brasil. Desde a criação do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil), já se vão lá 20 anos. Mas apesar da garantia que o selo traz contra o desmatamento, o uso de material certificado é ainda um nicho no país. Contra este cenário, a mais recente batalha do FSC faz todo sentido: conquistar a grande - e poderosa - indústria da construção civil, a maior consumidora nacional de madeira.
“Ao comprar produtos certificados, é sabido que aquela matéria-prima florestal foi explorada através de técnicas de manejo e que foram aplicadas localmente as leis ambientais e trabalhistas”, diz Maurício Bernardes, gerente de Desenvolvimento Tecnológico da Tecnisa.
A empresa passou a usar 100% de madeira certificada em seus empreendimentos. Cada certificado FSC recebe um selo com número próprio, que garante a sua credibilidade.
O problema no convencimento às companhias de construção ainda é o preço. Hoje, a madeira certificada custa mais que a madeira considerada legal, porém sem o selo de certificação.
Parte dessa chamada madeira legal, porém, pode esconder madeira ilegal camuflada, o que não acontece naquelas com o selo.
“O nosso grande desafio é combater a ilegalidade e o desmatamento. E para garantir que isso aconteça, devemos promover o manejo florestal responsável e o uso da madeira certificada”, avalia a Secretária Executiva do FSC Brasil, Fabíola Zerbini.
O potencial do país é enorme. Estudo mostra que a área certificada aumentou cerca de 1 milhão de hectares no último ano. O Brasil está em 5º lugar em área total certificada, hoje em mais de 7 milhões de hectares de florestas, segundo o FSC, ONG sem fins lucrativos. São mais de 950 empreendimentos certificados
"E ainda há muito para crescer, uma vez que apenas 3% das florestas amazônicas passíveis de serem manejadas são certificadas”, afirma Fabíola Zerbini.
Pesquisa com o mapeamento da oferta de madeira certificada disponível no mercado descobriu que o Brasil tem capacidade para fornecer 12,3 milhões de metros cúbicos de madeira certificada, mas que a baixa demanda não estimula a certificação de novas áreas.
Conquista
Um avanço inegável na construção civil é o Leed, certificação para prédios e edifícios verdes. Quem quiser obtê-la terá de usar madeira certificada. E bancos também já estão cobrando o uso desse material para aprovar financiamentos para empreendimentos.
“Já há uma conscientização sobre o uso da boa madeira no setor, pois a certificação traz uma preocupação a mais com os aspectos sociais e ambientais e é caracterizada como um benefício aos requisitos que já são exigidos por lei”, diz Fabíola, do FSC.
Essas medidas visam fazer com que a madeira certificada torne-se padrão, assim como já acontece com o papel.
“Apesar de enfrentarmos dificuldades na compra de algumas espécies, como pisos por exemplo, estamos realizando um trabalho de desenvolvimento de novos fornecedores, induzindo a cadeia e fomentando o mercado legal de madeiras”, afirma Bernardes, da Tecnisa, em uma amostra de que é possível expandir o bom exemplo.
Para isso, consumidores mais conscientes, o que já vem acontecendo, podem ser um grande impulso.
Mais novidades no mercado
Outro trabalho anunciado recentemente é a parceria da FSC com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No acordo, toda a madeira e produtos de origem florestal adquiridos pela organização do evento – tais como estruturas temporárias, mobiliário e materiais de comunicação e papel – serão certificados.
“A parceria contribuirá para atingir o equilíbrio entre oferta e demanda, fomentar novas cadeias produtivas, abrir mercado, envolver pequenos produtores e comunitários no sistema, além de movimentar todos os elos da cadeia de custódia”, avalia Fabíola Zerbini.
A expectativa é que esse compromisso inspire empresas brasileiras e de outros países a adotar práticas semelhantes, visto que esse é um setor estratégico em função dos empreendimentos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Crédito: exame.abril.com.br

Construção civil é novo alvo na luta da madeira sustentável. Dezembro 19, 2013. Por: Mão de Obra Online

17 de dezembro de 2013

Estado capacita 450 jovens para atuarem no setor de construção civil

O projeto Educar para Construir, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), entregou, ontem, certificados a 450 jovens baianos que participaram de capacitação para atuar no mercado da construção civil. A cerimônia de certificação foi realizada no Centro de Desenvolvimento Profissional (Cedep), localizado no bairro de Novos Alagados, em Salvador, com a presença do governador Jaques Wagner, e da secretária da Sedes, Moema Gramacho.
O projeto capacita jovens de 18 a 23 anos, oferecendo cursos de pedreiro, pintor, encanador, eletricista, almoxarife e carpinteiro. Desde o primeiro convênio, em 2010, já foram certificados 2.500 jovens.
“Educação, formação profissional e acesso à cultura são fundamentais. Tínhamos uma universidade federal, e, hoje, temos cinco. Somos a terceira maior rede do Brasil no ensino médio profissionalizante com 65 mil estudantes matriculados. Espero que esse curso seja uma janela de oportunidades para cada um desses estudantes que receberam esse certificado hoje”, disse o governador Jaques Wagner.
Fonte: www.tribunadabahia.com.br

Estado capacita 450 jovens para atuarem no setor de construção civil. Dezembro 17, 2013. Por: Mão de Obra Online

26 de novembro de 2013

Mão de obra mais cara influencia variação do custo da construção civil

São Paulo – A contratação de pedreiros e outros profissionais da construção civil ficou mais cara em novembro depois da estabilidade registrada em outubro pela pesquisa que calcula o Índice Nacional de Custo da Construção. A variação no mês foi 0,27%, ante 0,33% em outubro. Os dados revelam que a pressão sobre os custos dos empreendimentos imobiliários foi contida pela redução no ritmo de reajuste dos materiais.

O cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que desde janeiro a taxa acumula alta de 7,82% e, nos últimos 12 meses, 8,12%. Em novembro, os materiais, equipamentos e serviços subiram em média 0,29%. No mês anterior, a taxa havia sido 0,68%.
Já o índice referente à mão de obra variou 0,25%, o que representa ligeira elevação sobre outubro, quando esse componente não variou. Entre os fatores que influenciaram o resultado está o dissídio coletivo ocorrido em Recife. No acumulado do ano, o custo da mão de obra subiu 9,81%, acima da média do INCC-M.
No caso dos materiais, equipamentos e serviços, o que segurou o avanço mais expressivo de preços foi o item estrutura com alta de 0,34% ante 0,95% e também o segmento de serviços com queda de 0,03% ante variação de 0,17%. O valor do aluguel de máquinas e equipamentos caiu 0,26%.
Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram decréscimo no índice médio: Salvador (de 0,28% para 0,09%);  Brasília (de 0,26% para 0,12%); Rio de Janeiro (de 0,33% para 0,23%); Porto Alegre (de 0,42% para 0,09%) e São Paulo (de 0,37% para 0,12%). As demais registraram variação positiva do índice: Belo Horizonte (de 0,20% para  0,23%) e Recife (de 0,25% para 2,71%).
Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br 

Mão de obra mais cara influencia variação do custo da construção civil. Novembro 26, 2013. Por: Mão de Obra Online

25 de novembro de 2013

Desemprego: São José foi a 3ª cidade do país em demissões em outubro, diz Caged


São José dos Campos foi a terceira cidade do país que mais demitiu em outubro segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. O desempenho só não foi pior que Salvador, na Bahia e Petrolina, em Pernambuco.
 
No último mês, a cidade fechou 1.507 postos de trabalho, a maioria no setor da construção civil - foram fechados 960 vagas na construção civil e 527 no setor de serviços. No ano a cidade mantém saldo positivo de 2.614 postos.
 
As outras duas maiores cidades da região, Taubaté e Jacareí, registraram saldo positivo na criação de empregos, com 94 e 138 vagas respectivamente. A alta em Taubaté foi puxada pelo setor de serviços, com saldo positivo de 128 vagas e no acumulado, a cidade está com 982 novos empregos.
 
Em Jacareí, outubro terminou com a geração de 138 vagas, dos quais 81 na indústria. No acumulado de 2012, a cidade tem saldo de 535 empregos. A cidade, junto com Caraguatatuba, Pindamonhangaba e Guaratinguetá lideram a abertura de vagas na região em outubro.
 
Caraguá abriu 271 vagas em outubro, sendo 271 no setor de serviços, mas no acumulado do ano foram fechados 443 postos de trabalho. Em Atibaia foram fechados em outubro 33 vagas, sendo que a construção civil foi respondável pelo fechamento de 44 postos de trabalho e a indústria pela geração de 51 novos empregos. No ano a cidade tem saldo positivo de 1.750 vagas.

Fonte: spnoticias.com.br

Desemprego: São José foi a 3ª cidade do país em demissões em outubro, diz Caged. Novembro 25, 2013. Por: Mão de Obra Online

19 de novembro de 2013

Entulho da construção civil passa a ter destino obrigatório


Os resíduos produzidos pela construção civil terão, a partir de agora, destinação ambientalmente correta. Em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Prefeitura de Bauru, em parceria com a Associação dos Transportadores de Entulhos e Agregados de Bauru (Asten), instituiu diretrizes para o descarte adequado desses entulhos.

Desde o último dia 15, todo resíduo produzido em obras particulares passou a ser, obrigatoriamente, encaminhado, inicialmente, a uma usina de reciclagem, que será paga para receber, triar e dar a devida destinação a este material. Para que esta operação possa continuar sendo realizada, o custo do sistema completo, a partir das caçambas, irá aumentar a partir de amanhã (leia mais abaixo).

Embora a novidade tenha sido recebida com críticas por alguns setores da cidade, incluindo vereadores da Câmara Municipal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que a destinação correta de qualquer dejeto deve ser compartilhada entre todos os geradores de resíduos, incluindo, na lista, fabricantes, comerciantes e consumidores finais.

Da mesma forma o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, elaborado pelo município e regulamentado em 2011, entende que o responsável pelas obras é quem deve arcar com o custo do descarte adequado do entulho.

Presidente da Asten, Gerson Luiz Alves Pinheiro explica que, até então, todos os resíduos recolhidos pelas empresas de caçambas eram destinados, sem qualquer triagem, para áreas de erosões, que já estão praticamente extintas na cidade.

Por falta de novos locais – e também por conta da proximidade do prazo máximo para implantação da PNRS, em agosto de 2014, a Asten decidiu se antecipar e, agora, destina todo o material para a única usina de entulho da cidade. “Por isso, a partir de agora, além de pagar pelo transporte, os geradores de resíduos também terão de custear este serviço realizado pela usina, de segregação e destinação correta deste material”, antecipa.

Multas
Pinheiro explica que, assim que solicitar a caçamba, o munícipe ou construtora tem de informar que tipo de entulho será descartado. Para grandes obras, os engenheiros responsáveis deverão apresentar um Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

Se, nas caçambas, forem acondicionados outros resíduos que não o declarado, como lixo orgânico, por exemplo, os geradores ficam sujeitos a uma multa de R$ 1,2 mil. Já a empresa de caçambas, se fizer o transporte de material que não o especificado, poderá ser autuada em R$ 5 mil.

A fiscalização, assim como as notificações, ficarão a cargo da Secretaria de Meio Ambiente (Semma). Para fazer o controle de todo o processo, os caçambeiros deverão emitir o Controle de Transporte de Resíduos (CTR), documento onde deverão constar a identificação da caçamba utilizada (elas, agora, passam a ser numeradas), dados da empresa ou munícipe gerador, do local de destinação, bem como a quantidade e tipo de resíduo.

As informações serão repassadas à Semma antecipadamente, assim que o serviço de caçamba for contratado. Após o prazo de sete dias, o resíduo é recolhido e levado à usina, que será remunerada para receber o entulho. Caberá a esta empresa fazer a separação deste resíduo, de acordo com as diferentes classificações existentes.

“Tijolo, telha, areia e concreto, por exemplo, são reaproveitados pela própria empresa. Já os recicláveis, como papel e plástico, podem ser vendidos. Mas outros, como gesso e tinta, são encaminhados a outras empresas para a correta destinação”, detalha o assessor jurídico ambiental da Asten, Klaudio Cóffani Nunes.

Sozinha, usina pode não comportar todo resíduo

A única usina de processamento de entulho de Bauru pode não conseguir absorver todos os resíduos produzidos em obras da cidade. O volume diário é estimado em cerca de 600 toneladas e a estimativa é de que a empresa tenha capacidade para receber cerca de 25% deste montante.

Caso a expectativa se confirme, pelo menos por certo período o entulho poderá continuar sendo destinado à cobertura de áreas de erosões indicadas pela Semma. Em médio prazo, no entanto, a Asten tem planos de instalar seu centro de triagem próprio, para poder ceder gratuitamente parte dos materiais à prefeitura ou mesmo comercializá-los a empresas interessadas.

“Já estamos em negociação para que a administração municipal nos ceda uma área para esta finalidade. Esperamos consegui-la o mais rápido possível, porque temos condições de contratar funcionários para desenvolver esta atividade”, pontua o assessor jurídico ambiental da associação, Klaudio Cóffani Nunes.

A prefeitura, no entanto, tem planos para instalar, em breve, sua própria usina de reciclagem de entulho que ela mesma produz. Mesmo assim, o prefeito Rodrigo Agostinho destaca que a administração poderá receber ou mesmo comprar o entulho gerado pela cidade.
“Nossa usina é pequena. Se este entulho já estiver separado, temos interesse em adquiri-lo. Há materiais, por exemplo, que podem ser utilizados como base para pavimentação, sem perda de qualidade do asfalto”, cita.

Habite-se

Desde o último dia 15, para receber o termo de Habite-se, geradores terão de efetuar a correta gestão de seus resíduos da construção civil, por meio de apresentação de documentação idônea que comprove o descarte em áreas de recepção licenciadas pela Semma. A exigência será feita de maneira gradual pela Secretaria Municipal de Planejamento.

Reação no Legislativo

A mudança das regras para a destinação dos resíduos da construção civil repercutiu ontem, na sessão da Câmara de Bauru. Natalino da Pousada (PV), que convocou audiência pública sobre o assunto, realizada na semana passada, propôs a criação de comissão parlamentar para discutir o tema.

Telma Gobbi (PMDB) criticou o que chamou de monopólio detido pela Asten em Bauru. “Existem muitas empresas de fora que prestariam esse serviço sem ônus porque esses resíduos podem ser transformados em muito dinheiro. Mas do jeito em que as coisas estão, quem pode cobra o que quer e paga quem tem juízo”.

Os valores propostos às multas para infrações de caçambeiros - que podem chegar a R$ 5 mil - foram alvo de Roberval Sakai (PP), que também questionou a natureza sem fins lucrativos da Asten. “Eles cobram R$ 5 mil para que uma empresa se torne associada e mais R$ 400 mensais. Agora, serão mais R$ 70,00 por cada caçamba”.

Lima Júnior (PSDB) disse que a elevação do preço cobrado pelo serviço vai resultar no aumento do 
descarte indevido em terrenos baldios.
“Se a Asten não consegue praticar um valor razoável, que o município faça um chamamento público para trazer uma empresa que consiga transformar resíduos em dinheiro”.
Markinho da Diversidade (PMDB) mostrou e-mail do Instituto de Direito Social e Cidadania (Indec), solicitando investigação das novas regras pela Câmara Municipal. O órgão questiona a existência de cartel entre as empresas associadas e faz outros apontamentos aos vereadores.

Custo terá aumento de 72%

Por conta das mudanças, a partir de amanhã o custo para a contratação de caçambas aumentará 72%. Até hoje, o valor cobrado era de R$ 90,00 para a coleta de até três metros cúbicos (4,5 toneladas) de entulho. 

Amanhã, o valor sobe para R$ 155,00. Para caçambas de quatro metros cúbicos, o custo será de R$ 175,00 e, de cinco metros cúbicos, R$ 200,00.
Segundo a Asten, a diferença refere-se somente ao valor que será pago à usina. Ainda de acordo com a entidade, o custo aos geradores de resíduos de Bauru será menor do que o cobrado em outras cidades de mesmo porte, como São José dos Campos, Jundiaí e Piracicaba.

Combate ao desperdício

Segundo a Asten, em grandes obras, o desperdício de materiais de construção chega a 30% do total adquirido para a execução de uma obra. Com o aumento do custo para o descarte correto destes resíduos, a expectativa é estimular o maior controle sobre os materiais utilizados.

E justamente pelo fato de o valor desperdiçado ser elevado, a entidade acredita que a mudança na cobrança não irá fazer com que os geradores de resíduos ajam na clandestinidade.
“O custo para a destinação correta do entulho é menos de 0,5% do valor da obra. Não é nada perto do que se desperdiça com os materiais que são descartados”, pondera o assessor jurídico ambiental da Asten, Klaudio Cóffani Nunes.

Ele destaca, ainda, que os principais atingidos com a mudança são os médios e grandes geradores de resíduos, já que os pequenos, que produzem até um metro cúbico (1,5 tonelada) de entulho em uma construção, poderão continuar levando os materiais gratuitamente a um dos sete ecopontos existentes na cidade.

“Outra mudança é a fiscalização, que vai ser mais rigorosa, já que a prefeitura contratou novos funcionários para desempenhar esta função. E as multas são altas”, completa.

Fonte: www.jcnet.com.br

Entulho da construção civil passa a ter destino obrigatório. Novembro 19, 2013. Por: Mão de Obra Online

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